Arquivo mensal: fevereiro 2012

Coluna Fora do Eixo 364 – Conhece movimento de esportes radicais pelo espaço em Ji-Paraná

O Movimento de esportes radiais em Ji-Paraná luta pelo espaço no Ginásio de Esportes “Gerivaldão”. “Skate e BMX não são crimes”, é a frase da faixa que carregavam na Prefeitura Municipal, junto com vários cartazes como uma maneira para chamar atenção. Vários jornalistas estavam presentes registrando, esperando uma resposta e entendimento da situação.

O Grupo perdeu o espaço dentro do Ginásio, que hoje está sendo usado como feira de artesanato. Receberam uma proposta para utilização de outro espaço, mas o local ainda não está definido, e os esportistas estão utilizando a rua para treinar.

Os gestores da Coluna 364 apoiaram a luta e apresentaram formas de organizar o movimento, com a criação de contraproposta e sistematização das informações nesse coletivo.

I ENCONTRO DO CORREDOR TUPI MONDÉ

A Comissão Organizadora por meio da realização da Associação Metareilá do Povo Indígena Surui – Metareilá e Associação Defesa Entoambiental – Kanindé, convidou os gestores da Casa Fora do Eixo Rondônia, para participarem do I Encontro do Corredor Tupi Mondé, com a proposta de criação da Associação do Corredor Tupi Mondé e as estratégias para o plano de ação dos povos Indígenas Paiter, Cinta Larga, Zoró, Gavião e Arara.

Representando a Casa Fora do Eixo Rondônia e Associação Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S., o gestor Marcos Nobre Jr. foi ao encontro que ocorre dia 20 e 21 de fevereiro, no auditório da Associação Metareilá em Cacoal/RO, com uma programação de palestras expositivas, debates e proposituras.

O Encontro tem como objetivos, promover a discussão sobre a Gestão Etnoambiental e Cultural do Corredor Tupi Mondé. Uma iniciativa que visa construir entendimentos coletivos sobre a gestão do referido corredor, entre as etnias: Paiter Surui, Zóro, Cinta Larga, Gavião e estendendo participação da etnia Arara – que vive na Terra Indígena Igarapé Lourdes.

A parceria do Fora do Eixo com os pontos de cultura indigena de Rondônia tem muita força, e já firmaram o planejamento do ano, onde serão realizadas oficinas de comunicação comunitária, ministradas pelo Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social, continuando um trabalho que traz força e tecnologia no modo de vida indigena.

Ao longo dos anos eles sofreram com doenças, exploração da madeira, desigualdade social. Tudo isso devido a falta de conhecimento, que hoje a partir dessas parcerias, desses encontros vem debatendo formas de melhorar isso, com o desenvolvimento de tecnologias dentro das aldeias, com utilização da internet, meios de comunicação, plataformas que visualizam formas de lutar e impedir esses  acontecimentos.

Programação Completa:

Programação do evento-tupi monde[1]

Compacto.Arte Pré-Grito Rock – Ação Conjunta

Foto: Uill Alves

Com o intuito de interação colaborativa da Imagem com o ambiente comum o núcleo Poéticas Visuais, frente que trabalha com a representação da imagem no Fora do Eixo realizou no último dia 17 de Fevereiro uma intervenção artística.

Compacto. Arte, como forma de influência mútua com o ambiente comum, feita por vários artistas locais realizou um projeto idealizado pelo Coletivo Ser Urbano (São Paulo), onde teve início e já conta com mais de 135 artistas realizando este trabalho por diversos pontos da rede.

Foto: Uill Alves

Foto: Uill Alves

Foto: Uill Alves

Em ação conjunta com artistas plásticos, grafiteiros, escultores, designers, pintores e demais artistas visuais coletivizando para o Grito Rock 2012, os convidados Rita Queiroz, Bototo, João Zoghb, Gilson Castro, Margot Lira, Geraldo Cruz, Heli Chateaubrianv e Gaspar Knyppel fizeram uma intervenção de revitalização da casa, tiveram todo o espaço, tempo e as ferramentas para criar, deixando a casa transformada.

Foto: Neila Azevedo

Foto: Neila Azevedo

Foto: Neila Azevedo

O evento teve uma duração de nove horas de produção de arte, música, poesia. A casa ainda contou com debates e apresentação do circuito Fora do Eixo e um espaço para os artistas se integrarem e trocarem experiências e conhecimento. Um momento em que expressaram sua vontade de continuar produzindo, mas que também demonstraram a força para lutar pelo espaço cultural. Além disso, a ação contou com um momento de distração com a apresentação do “Circo Beradélico”, som feito pelos músicos convidados presentes que animaram e inspiraram a todos.

Foto: Neila Azevedo

Foto: Neila Azevedo

Foto: Neila Azevedo

Os trabalhos foram produtivos, mostrando os talentos que existem dentro da rede e aos que estão conhecendo. Uma forma de interação dentro do Coletivo CAOS para a comunidade artística prestigiar e se sentir motivada a trabalhar e mostrar seus trabalhos.

Foto: Neila Azevedo

Coluna Fora do Eixo 364 – Novos pontos na rede.

A Coluna Fora do Eixo 364 surgiu da necessidade de conectar e mobilizar agentes e parceiros integrando-os ao circuito Fora do Eixo. A Casa Fora do Eixo Rondônia visitou três de quatro cidades programadas, já que em Ariquemes houve dificuldade de contato. Cacoal (Coletivo Arcus), Ji-Paraná (Coletivo Interior Alternativo) e Vilhena (Coletivo Ekatu) foram a rota para a pré – produção do Festival Grito Rock, com objetivo de fazer uma organização e integração entre os coletivos atuantes na rede.

Os gestores Marcos Nobre Júnior, Neila Azevedo e Rafael Altomar registraram a viagem com vídeos, fotos e relatos dos encontros, postados nas redes sociais e blog. O intuito foi mostrar como foi o andamento de todo o processo de desenvolvimento e aproveitamento dos envolvidos. Fazendo novas parcerias e encontrando com todos juntos nessas reuniões as soluções para respectivos problemas em trocas de conhecimentos, experiências e vivência. Com o desígnio de desenvolver e difundir a rede Circuito Fora do Eixo dentro do Estado de Rondônia.

A rota foi feita do dia 07 ao dia 12 de fevereiro, contabilizando 105h no total, divididas em 44h em Ji-Paraná, 46h em Cacoal e 15h em Vilhena. São mais de 1.400 km percorridos totalizando 20h na estrada. Foram realizadas sete reuniões nesse período, cinco de mobilização e integração entre os coletivos e duas de apoio e parceria com as fundações culturais. Além disso foram feitas 2 visitas para firmar parcerias e contatos. Com uma quantidade de mais de 106 pessoas envolvidas direta e indiretamente.

Todos os locais que os gestores passaram, tiveram hospedagem solidária e alimentação. Sendo muito bem recebidos nas casas de Raphael Amorim (Interior Alternativo), Fernando Húngaro (Arcus) e Nettu Regert (Ekatu), que abriram suas portas de uma forma que abrigaram não só três gestores, como também uma experiência muito gratificante com base na economia solidária, onde todos trocaram suas experiências, manias, e estimularam uns aos outros.

A coluna conseguiu definir várias questões sobre o Grito Rock e ajudou a estruturar a organização dos coletivos para essa produção que servirá como base dos “novos quadros” e  ainda firmar apoios para o festival. Sem deixar dúvidas de que foi muito proveitosa e todos adquiriram uma experiência que é só começo de um vínculo de muitas outras vivências, imersões e reuniões que estão conectando cada vez mais pessoas. Abrindo possibilidades para novas ideias, para novos caminhos, e estruturação de novos pontos na rede.

Banda In’água – Lançamento do EP “Registro”

Foto: Luana Lopes

Em fevereiro de 2011 na cidade de Porto Velho/RO a Banda In’água surgiu em meio a um projeto que começou como um experimento, mas que depois ganhou uma força muito maior. Thiago Maziero e Luis Paulo explicaram que tudo começou quando o Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S. decidiu alugar uma casa, que se tornou a Casa Fora do Eixo Rondônia, um ponto de rede do circuito Fora do Eixo.  Com o intuito de criar um estúdio onde as bandas parceiras tivessem um local para ensaiar e gravar. Esse estúdio chamado “Le Caos” foi o ponto chave para formação da banda, sendo o local onde os músicos desenvolviam e trocavam idéias para a construção de seus trabalhos. Eles contaram que todos os integrantes se conheceram tocando na noite portovelhense, e que inclusive umas partes deles já tocaram juntos em bares da cidade, tornando assim uma aproximação muito maior entre eles.

A banda tem em sua formação músicos que trazem consigo fortes pensamentos e experiências: Thiago Maziero (violão e voz), com uma visão que surgiu de um reflexo do impacto que sofreu por ficar um período fora da cidade, que se uniu com as idéias de Luis Paulo (baixo e sampler), com seu som eletrônico, adicionando Cleyton Lira (percussão), um pernambucano que rodou o mundo e que é cheio de historias pra contar, com Rinaldo Santos (guitarra, sampler) que tem uma sensibilidade de arranjos musicais.

                      

Luis Paulo

Thiago Maziero

O som dos meninos é uma mistura de músicas percussivas brasileiras com programações e violão. Eles demonstram conhecer muito da cena musical de Porto Velho, e visualizam isso como uma das culturas mais plurais, onde encontram funk, punk, samba, reggae, música cariberana, reagaton e vários estilos que dão forma a música popular beradeira. A grande vontade da banda depois de um ano de experimentos, foi tomar outros caminhos diferentes do que tinham no passado. Chegaram mais próximos de uma identidade, agrupando todos os conceitos que eles têm, com os loops, e beats que o Luis Paulo produz, adotando essa parte eletrônica, e em cima colocando a percussão. A intenção da banda é juntar ritmos percussivos brasileiros e percussões eletrônicas.

Rinaldo Santos

Falando de suas influências Thiago Maziero diz, “não sou um escritor massivo, eu tinha muita coisa guardada ao longo dos anos, e peguei essas letras que abrangem diversos assuntos, mas que hoje já criaram um conceito que contextualiza com as coisas que estão acontecendo em Porto Velho e no mundo. Uma referencia de um choque, que após uma temporada fora da cidade, encontrei Porto Velho em meio a um transito caótico, “capengando na política”, com saúde e educação prejudicadas”.

Sua primeira apresentação foi um convite para participarem do Festival de Musica do SESC e fazer uma gravação da música chamada “Alto Madeira”, que vai sair no CD do festival este ano. Tocaram em alguns festivais em 2012 como o Ferrovia Rock (Porto Velho) em novembro, Fora do Eixo (São Paulo) durante o IV Congresso Fora do Eixo no final de 2012, tocando junto com a banda Beradelia que “juntando as bandas formamos uma parcela de um grande circo beradélico” diz Thiago.

A In’água está lançando o primeiro EP “Registro” no Grito Rock Acre (Maior Festival Integrado da América Latina) dia 17 de fevereiro, com a parceria do Jeferson Gonçalves (Theoria das Cordas), são seis músicas, mais um bônus track que vai pro documentário da ultima exposição solo da artista plástica Rita Queiroz.

As expectativas para o lançamento do EP são as melhore possíveis. Thiago diz “eu amo o Acre, sou rondoniense, mas criei uma conexão e um apego pela cidade e pela galera que conheci ao longo dos anos que fui visitar a cidade.” “Também já toquei e tenho muitas boas lembranças de tocar lá no flutuante, com uma expectativa grande contar com a participação do Rannyere Canuto na bateria, e ansioso pra ver as outras atrações” diz Luis Paulo.

Rannyere Canuto

Acre é uma terra que onde os meninos já tocaram e estão muito ansiosos pra voltar, fortalecendo a conexão de micro rota entre Acre e Rondônia, tornando sua primeira apresentação do ano inesquecível, e ainda com a participação no show da banda Discordantes. A banda vai circular também pelo Grito Rock Porto Velho e Candeias do Jamarí em Rondônia.

As músicas mais recomendadas por eles são “Ela é Pernambucana”, “Globalização”, “Queimamos a solução” que é uma critica as queimadas, tanto urbanas quanto de terrenos e desmatamentos. Rondônia tem um dos mais altos índices de queimadas, muito pelo descaso do povo, que por preguiça coloca fogo no próprio quintal e o desmatamento que continua crescendo ao longo dos anos. E a música “Viu?!” com uma bateria e percussão fantástica, a música relata um sentimento do compositor Thiago Maziero. Ele diz que sentiu interesse depois de muito tempo em colocar sua “musa” em destaque, um anseio que sentiu e que através da musica retratou o que alguns dizem que foi um “soco na cara” pela forma que a musica é desenrolada, com frases como “eu quero mais tomar chave de perna, acabar sempre sem fôlego e afogar-me em teu suor…”, e que foram pra ele uma das melhores que gravaram nesse trabalho.

Para ouvir a banda e download acesse:

http://inagua.tnb.art.br/

Capa do EP “Registro”

capa a4

Compacto.Arte – Pré Grito Rock 2012 Porto Velho

Arte: Gaspar Knyppel e Thiago Maziero

 

O núcleo Poéticas Visuais da Casa Fora do Eixo Rondônia, frente que trabalha com a imagem no Fora do Eixo – vai realizar um Compacto.Arte, como forma de interação colaborativa da imagem com o ambiente comum. Composta por intervenções visuais, o projeto foi idealizado pelo Coletivo Ser Urbano e teve início na Casa Fora do Eixo São Paulo, onde já há intervenções de 135 artistas, e hoje é realizado por diversos pontos da rede.

Em uma ação pré Grito Rock 2012, artistas plásticos, grafiteiros, escultores, designers, pintores e demais artistas visuais foram convidados para uma intervenção que revitalizará a casa, formando um painel cultural. Além disso a noite terá uma programação com uma mesa de debates com o tema “Fora do Eixo” para que os artistas e convidados possam conhecer a rede. Contará também com uma apresentação do “Circo Beradélico” fazendo um som animando os convidados, e exibição de filmes pelo Clube de Cinema – CDC. Para participar desse evento, entre em contato, enviando um email para o núcleo de comunicação:

neila.coletivocaos@gmail.com

gaspar.coletivocaos@gmail.com

Coluna Fora do Eixo 364 – Vilhena

"Reunião Coletivo Ekatu" Foto: Neila Azevedo

Chegando em Vilhena por volta das quatro horas da tarde, Nettu Regert recebeu os gestores da coluna em sua casa, que após um descanso saíram para a reunião com o Coletivo Ekatu, seus colaboradores e parceiros. Com pessoas dispostas a conhecer e clarear mais o conceito sobre o Circuito Fora do Eixo, trocando experiências, conversando sobre a realidade da cultura e movimento social na cidade.

O encontro começou com uma reunião do Clube de Fotografia do coletivo, um movimento que começou agora integrando todos os fotógrafos e agregando as pessoas que querem aprender, discutir e divulgar seus trabalhos, de uma forma que exista o crescimento de todo o grupo. Esses encontros periódicos do Clube, são uma maneira de desenvolver essa e outras cadeias produtivas locais, estimulando cada vez mais pessoas a produzirem.

Após a reunião de fotografia outros convidados de diversas áreas como audiovisual, designer, comunicação, movimento social, meio ambiente e interessados por cultura fizeram uma troca de experiências e apresentação de seus trabalhos, como uma forma de integrar aqueles que ainda não se conheciam e criar uma dimensão de possibilidades.

Foto: Neila Azevedo

Em uma conversa madura e rica de conhecimentos, a reunião teve continuidade com uma apresentação do circuito Fora do Eixo,  os gestores não só explicaram como também fizeram um breve relato de seus trabalhos dentro da rede, demonstrando que o trabalho em coletivo rende muito mais, seja de forma econômica, seja de realização profissional, como também de forma de vida. “Vivendo para trabalhar e trabalhando para viver”, é a frase que define o que os gestores tentaram passar. A coluna teve o propósito de reunir e integrar novos agentes na rede, e visualizar esse trabalho no próximo grande evento que é o Grito Rock 2012.

Desenvolver as campanhas do festival, divisão de frentes de trabalho e sistematização de ferramentas são os primeiros passos para essa produção e realização. A mobilização para isso, foi repleta de muitas trocas entre todos, um momento de construção, de mudança e aprimoramento.

Foto: Neila Azevedo

O encontro acabou após a exibição de um vídeo do Festival Fora do Eixo, mostrando um pouco da dimensão desse trabalho. Com relatos de produtores e artistas de como foi o crescimento da rede e como se potencializou, fazendo com que isso se difundisse chegando até aquele momento na reunião, muito proveitoso e estimulante pra todos.

Texto:  Neila Azevedo

Coluna Fora do Eixo 364 Cacoal – Reuniões

Segundo dia em Cacoal, os agentes Fora do Eixo começaram o dia em uma reunião com a Maria Lindomar Presidente da Fundação Cultural de Cacoal – Funccal. Recebidos com um sorriso, a Lindomar buscou entender o que é o Coletivo Arcus. Sendo um ponto de rede de cultura livre o Circuito Fora do Eixo tem uma dimensão muito grande, e o Grito Rock tem possibilidades para mostrar o trabalho realizado por diversas frentes.

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Música, teatro, dança, literatura, artes, cinema e esportes radicais é o que vai ser encontrado no primeiro Grito Rock Cacoal, é muito bonito de imaginar isso acontecendo, a coluna conseguiu agregar esses artistas, articuladores e produtores. Nessa reunião foram discutidos o espaço e estrutura para dar suporte em todas as áreas. Muito proveitosa, e ainda na espera de respostas foi acertado esse apoio e parceria, e muito trabalho pela frente.

Tentando encontrar a casa onde estão hospedados, os Fora do Eixo encontraram a rádio comunitária Samaúma, pararam para conhecer, trocar ideias e contatos. Rafael Altomar já aproveitou para deixar o som da Beradelia, os cacoalenses vão poder ouvir em casa o som, muito proveitoso.

Rádio Comunitária Samaúma

A viagem de Ji-Paraná para Cacoal integrou Raphael Amorim (Interior Alternativo), que participou e está ajudando nessa construção, contribuindo com sua experiência de mais de cinco anos atuando na cultura, mesmo quando a cena local não mostrou abertura, foi uma luta que merece enorme reconhecimento e que vai continuar agora em novo processo. O coletivo Arcus que está a pouco tempo na rede, e que começou com o intuito de promover o Grito Rock, mas que agora aumentou sua dimensão, sua visão e sua energia, está com garra pra agarrar essa função de fomentar a cultura. Também colaram no Raphael e na Samira, que estão de malas prontas pra morar na cidade, mas com a função de deixar o Grito Rock Ji-Paraná pronto para mais uma edição, e a nova equipe engatilhada na rede.

Conhecendo Cacoal

Conhecendo Cacoal

Após conhecer os espaços da cidade, mapear o local onde  vai acontecer o festival, todos sentaram para mais uma reunião. Para afinar a divisão de trabalhos e construir um planejamento de como irão atuar. Preenchimento de planilhas, aprendendo a utilizar as ferramentas que fazem uma sistematização, facilitando o trabalho em rede. Tudo tem sido um trabalho de iniciação, mas que começa com tanto gás que está avançando em uma velocidade muito alta.

Nessa decolagem sem destino, e uma tarde de trabalho, os gestores foram conhecer a noite cacoalense, um momento descontraído, que inclusive gerou ideias entre as conversas infinitas. Clareando as ideias e mostrando novas possibilidades para cidade, para os coletivos e o circuito Fora do Eixo. A coluna 364 continua em Vilhena, todos os gestores irão se encontrar essa manhã para mais uma conversa, encaminhando as demandas pra galera, fortalecendo o discurso para deixar tudo certo e mais uma rota vem pela frente.

 

Texto: Neila Azevedo

Coluna Fora do Eixo 364 – Cacoal

Foto: Neila Azevedo

A coluna 364 chegou a Cacoal, com um super estímulo e energia após sua parada em Ji-paraná, que conseguiu reunir uma galera que está com muita vontade de trabalhar. Foi com esse astral que  foram recebidos por Bruna Videl (coletivo Arcus), encaminhando-os para o local das reuniões e hospedagem solidária na casa do Fernando Húngaro, que abrigou  tanto os gestores, como também a simbologia desse momento importante, de trocas e vivência.

Foto: Neila Azevedo

A primeira conversa começou com uma explicação sobre a coluna 364 e uma atualização do andamento da pré-produção Grito Rock, encaminhando as pautas para reunião geral com toda a galera envolvida e com aqueles que estão começando a se envolver nesse processo.

Com a chegada dos convidados os gestores apresentaram a rede Fora do Eixo, em uma conversa junto com exibição de vídeos que clarearam as ideias dos participantes. Todos trocaram experiências, debatendo os diversos temas que envolvem as frentes de trabalho da rede. O que facilitou o entendimento do conceito do circuito  e uma visualização de varias formas de trabalhar.

Foto: Neila Azevedo

Experiência, motivação e estímulo, foram o “ponto chave” dessa conversa, que firmou parceiros e novos agentes. Todos se apresentaram falando um pouco da visão que tem, de que forma podem contribuir, como conseguir  mais parceiros e colaboradores. Mostrando interesse de entender sobre projetos, vivência, universidade livre, e vários outros.

Foto: Neila Azevedo

Foto: Raphael Amorim

A reunião terminou em momento descontraído, aproximando todos para manter uma ligação e conexão. Formando uma agenda para o segundo dia, com uma reunião com Maria Lindomar presidente da Funccal, uma visita ao local do festival Grito Rock, visita aos possíveis parceiros e finalizando com a reunião geral com apresentação das ferramentas de sistematização que irão facilitar as demandas, definição de funções e demandas da comunicação.

Texto: Neila Azevedo


A coluna Fora do Eixo 364 terminou a agenda em Ji-paraná na “Praça da Bíblia”

A coluna 364 terminou a agenda em Ji-paraná na “Praça da Bíblia”, local que possui uma ótima estrutura para eventos culturais, mas que se encontra abandonada e sem uso, a galera local informou que a praça só esta aberta para ações religiosas cristãs, uma situação “estranha”, uma vez que a praça é pública. A reunião teve como meta definir uma equipe para dar continuidade ao trabalho feito pelo coletivo Interior Alternativo. Raphael Amorim e Samira Lima gestores do coletivo estão de mudança para o município de Cacoal, devido a fatores financeiros e oportunidades de crescimento. A vivência por dois dias entre os gestores dos dois coletivos foi uma junção de conversas infinitas, articulações e apresentação da realidade local.

Foto: Raphael Amorim

O Coletivo Interior Alternativo atuante a cinco anos no cenário Ji-paranaense, promovendo e fomentando a cultura,  consolidou vária parcerias, produziu e realizou diversos eventos, sendo o único produtor de cultura alternativa de Ji-paraná, tornando essa mudança de cidade dos integrantes do Coletivo em um grande desafio para a rede FDE em Rondônia. Todo esse trabalho realizado em Ji-paraná precisa ter uma continuidade, e uma formação de equipe (coletivo) e aproximação de novos agentes culturais e colaboradores é essencial para isso.

A reunião começou com uma apresentação do Raphael Amorim, dando um panorama geral da situação atual do coletivo e do cenário cultural da cidade, enumerando quem são os parceiros, como está o andamento dos projetos, quais são os indicativos e dialogando com todos sobre novas possibilidades.  A primeira pauta foi um papo retíssimo sobre a rede,  trabalho em coletivo e formação de novos quadros que têm como primeiro desafio a organização e realização do maior festival integrado da América Latina, o Grito rock.

Foto: Raphael Amorim

Com uma breve explicação do que é o Grito Rock, começou a ser desenvolvido um planejamento, decidindo estrutura, formato, espaço e programação. Dividindo quatro núcleos de trabalho, para os “primeiros passos” dos futuros agentes, que são a produção, logística, atendimento e comunicação. Foram 15 pessoas divididas entre essas frentes, dispostas a mostrar trabalho, e não deixar que acabe o movimento social e cultural da cidade, abrindo as portas para outras oportunidades dentro do circuito, sendo criado de imediato um grupo de discussão dentro do Facebook com a finalidade de encaminhar e deliberar os encaminhamentos do Grito Rock, e que venha Cacoal!