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Kanindé, Fora do Eixo e MHF investem em formação no terceiro dia da programação do Festejo BeradeRO 20 anos de Kanindé

O terceiro dia de programação do Festejo Beradero – 20 anos de Kanindé pautou fortemente a formação em sua programação, com o dia repleto de oficinas, o festival integrou ativistas ambientais interessados no denvolvimento de projetos de redução das emissões de carbono com a “Oficina de Elaboração de Projetos de REDD+”, na Unir-Centro, ministrada por Pedro Soares e Heberton de Barros. A abertura focou as mudanças climáticas e a importância do REED para a melhora desse quadro alarmante, além de falar-se também sobre os acordos internacionais envolvendo desmatamento e os projetos que visam combatê-lo.

Um dos pontos principais da oficina, foi a apresentação do Estudo de caso “Projeto Carbono Florestal Suruí- PCFS”, seguido de um debate, onde houve uma interação entre palestrantes e plateia. Aspectos ambientais, culturais, sociais e políticos foram abordados simultaneamente, englobando o problema e possíveis soluções que estão surgindo. O projeto de REED, está sendo amplamente difundido e vem sendo uma alternativa de tentar sanar esse problema que vem agravando-se gradativamente.

Outro foco no terceiro dia do festival foram os profissionais e amantes da música interessados no formato de estúdio caseiro na oficina ministrada pelo DJ Raffa na sede da Kanindé. A associação, através do programa de cultura digital, está somando esforços com os pontos de cultura Hurukunê-Wao  e Metareilá, que visam a formação e integração de jovens indígenas em tecnologias sociais e digitais para a implementação do estúdio. O Floresta Sonora (financiado pela Fundação Betty and Gordon Moore Foundation) é mais uma tecnologia social, desenvolvida pela kanindé, que estimula a produção musical desses jovens índigenas e sua inauguração será ao final da oficina.

Pessoas interessadas no processo da comunicação colaborativa, tecnologia utilizada para a cobertura do festival e que torna o processo de comunicação mais orgânico valendo-se da complexidade de olhares dos envolvidos com a cobertura, também foram contemplados na programação do terceiro dia. A cobertura, que já está acontecendo durante toda a programação do evento, prevê o envolvimento dos participantes para fazer fotos, vídeos e textos através de plataformas como as redes sociais na web. Através das trocas de conhecimento a construção da narrativa do evento acontece de forma totalmente colaborativa.

O Festejo Beradero – 20 anos de Kanindé prossegue suas atividades com a continuação das oficinas de estúdio caseiro e comunicação colaborativa.

Inscrições Abertas – Oficina de Home Studio

Festejo BeradeRO – 20 anos de Kanindé abre inscrições para produtores, músicos e entusiastas da cadeia criativa da música a participarem da oficina de formação de Home Studio durante os dias 21 e 22 de Novembro de 2012.

Claudio Raffaello (DJ Raffa) vai apresentar a produção musical dentro do estilo da música eletrônica (tecnologia da música). No ínicio da oficina vai acontecer o lançamento do Estúdio Floresta Sonora, um projeto da Kanindé que prevê a realização de várias produções no Centro de Cultura e Formação Kanindé.

Acesse o link e faça sua inscrição ->http://bit.ly/So5K0h

Gestão Ambiental Participativa Comunitária

A programação do Festejo BeradeRO – 20 Anos de Kanindé, inicia sua maratona de atividades na próxima Segunda-Feira (19), com o lançamento do projeto Gestão Ambiental Participativa Comunitária. O projeto financiado pelo Fundo Municipal de Meio-Ambiente, é a mais nova iniciativa da ONG que completa seus 20 anos, e lança seu primeiro projeto dentro de Porto Velho, cidade da qual esta instalada a sua sede.

O lançamento do projeto acontece Segunda-Feira (19) a partir das 09h da manhã na Escola Flamboyant, compareça!!!!

Acesse: http://www.kaninde.org.br/

Selecionados Edital de Vivência

A formação livre está a todo vapor pelo Brasil. Dessa vez a Universidade Fora do Eixo receberá viventes em Porto Velho, Rondônia. O Festejo visa fomentar e qualificar o debate em torno da produção cultural, estimulando práticas de desenvolvimento econômico, social e ambiental, através de vivências, oficinas de formação, mesas de debate e palestras; além de agregar valor artístico com a realização de shows, intervenções poéticas, teatro, exibição de filmes, documentários e exposição fotográfica.

 

A realização do Campus Festejo BeradeRO – 20 anos de Kanindé, é da Casa Fora do Eixo Rondônia e Casa Fora do Eixo Amazônia, Movimento Hip-Hop da Floresta e Associação Etnoambiental Kanindé. O campus integra a Universidade da Cultura Livre e as conexões latinas com o Cultura de Red. A Rede Brasil de Festivais Independentes e o Circuito Amazônico de Festivais Independentes não param. Curta a fanpage do festival e conheça a cultura brasileira produzida no Norte.

Oito Dias de Programação – Festejo BeradeRO 20 anos de Kanindé

Festejo BeradeRO – 20 anos de Kanindé realiza oito dias de programação, integrando Formação, Cultura e Meio Ambiente.

De 19 a 26 de Novembro, Porto Velho (RO) vai receber artistas, produtores, jornalistas e ambientalistas para fazer parte de sua programação através de oficinas, debates, rodas de conversas, cinema, exposições e shows.

O evento é uma realização da Kanindé, Fora do Eixo e Movimento Hi-Hop da Floresta com o intuito de apresentar à população o trabalho de 20 anos que a Kanindé acumulou em gestão etnoambiental em territórios indígenas.

Inscrições – Oficina Cobertura Colaborativa

Festejo BeradeRO – 20 anos de Kanindé abre inscrições para Oficina de Cobertura Colaborativa que acontece nos dias 21 e 22 de Novembro de 2012 em Porto Velho/RO.

A Cobertura vai registrar e divulgar o evento em todos os seguimentos de mídia, utilizando de conceitos de mídia livre e colaborativismo. Os colaboradores podem participar, escolhendo as áreas de redes sociais e redação, audiovisual, fotografia e transmissão Web.

Participe, faça parte desse grande evento cultural que promove a formação livre, inscreva-se aqui ->http://bit.ly/TEqqTi

Edital de Vivência Festejo BeradeRO – 20 anos de Kanindé – Porto Velho/RO

O campus temporário da Universidade Fora do Eixo abre inscrições para vagas de vivências em Porto Velho/RO. Os interessados podem se inscrever nas áreas de produção e comunicação com foco nas áreas de Assistência de produção de Palcos e Apoio de Roadie, Assessoria de Comunicação Digital  e Apoio na Coordenação do Transporte, Alimentação e Hospedagem.

O período de vivência acontece de 15 a 25 de Novembro onde os selecionados participarão de metodologias não grade além de atividades de integração e formação livre como Conversas Infinitas, Vivências, Debates, Oficinas e muita programação cultural durante o Festejo BeradeRO.

O Festival BeradeRO – 20 anos de Kanindé é uma realização da Casa Fora do Eixo Rondônia, Casa Fora do Eixo Amazônia, Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e Movimento Hip-Hop da Floresta. Integrado ao Circuito Amazônico de Festivais Independentes e a Rede Brasil de Festivais Independentes. As atividades de formação contam com o reforço da Universidade Fora do Eixo, Universidade livre da Cultura e Cultura de Red.

As inscrições já estão abertas! Elas são gratuitas e indicadas a todos os interessados. Leia o Edital completo e preencha o Formulário de Inscrição.

Festejo BeradeRO 2012 – 20 Anos de Kanindé

Conhecimento Livre, Artes Integradas & Meio Ambiente

Festejo BeradeRO acontece nos dias 19 a 26 de Novembro em Porto Velho. O evento é uma realização do Fora do Eixo Rondônia, Rede Hip-Hop da Floresta e Associação Etnoambiental Kanindé. Com o intuito de apresentar à população sobre o trabalho de 20 anos que a Kanindé acumulou em gestão etnoambiental em territórios indígenas.

O Festejo visa fomentar e qualificar o debate em torno da produção cultural, estimulando práticas de desenvolvimento econômico, social e ambiental, através de oficinas de formação, mesas de debate e palestras; além de agregar valor artístico com a realização de shows, intervenções poéticas, espetáculos de teatro, exibição de filmes, documentários e exposição fotográfica.

“20 anos de caminhada em prol dos povos indígenas por um mundo melhor”, afirmou Edjales Benício, Gerente de Atuação Política e Fiscalizadora da Kanindé.

“Essa é uma oportunidade da população entender melhor sobre as questões que estão envolvidas diretamente na nossa vida, o meio ambiente. O Festejo BeradeRO é um espaço de conhecimento sobre a riqueza amazônica tanto em suas florestas, como em sua diversidade cultural, e faz uma amostra de suas expressões e gêneros artísticos contribuindo para a difusão de novos talentos”, afirma Neila Azevedo, Gestora da Mídia, da Casa Fora do Eixo Rondônia.

O espaço de formação do Festival acontece em parceria com a Universidade Livre Fora do Eixo e Universidade da Cultura Livre – UniCult, que abre inscrições para o edital de vivência para formação de agentes culturais, nas áreas de produção e comunicação que acontecem de 15 a 25 de Novembro.

A vivência acontecerá em um ambiente coletivo, que utiliza os conceitos da economia criativa e solidária, proporcionando intensas trocas de experiências, linguagens e conhecimentos. Além disso, serão abertas as inscrições para as oficinas, debates e palestras que envolvem temas como meio ambiente, políticas públicas da cultura e produção musical, que acontecem nos dias 21 e 22 de Novembro, no Centro de Formação e Cultura Kanindé.

Nos dias 23 e 24 de Novembro acontecem as intervenções artísticas. O Festival busca resgatar e fortalecer a cultura dos povos indígenas e comunidades tradicionais, com uma programação de artes integradas, através do intercâmbio entre os artistas de diversas regiões da Amazônia brasileira. O Festejo faz parte do Circuito Amazônico de Festivais, que conecta festivais de perfis distintos que mostram a diversidade cultural da região amazônica em seus diversos contextos e cenários. Esse espaço  estimula a produção cultural e  promove a difusão de novos talentos em diversas linguagens artísticas.

“Uma afirmação da cultura beradera valorizando os povos tradicionais da floresta nesta primeira edição do Festejo, é uma marco de valorização da cultura Beradera”, comentou Rafael Altomar Gestor da Casa Fora do Eixo Rondônia.

O Festejo BeradeRO faz parte de uma rede de festivais com uma proposta que vai além da difusão cultural e que integra a participação da população na tomada de decisões que envolvem a economia urbana preservando os recursos naturais, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial, a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes para o ser humano.

Um pouco sobre as Instituições realizadoras do Festejo

Fundada em 15 de Novembro de 1992, por um grupo de pessoas que trabalhavam com o povo indígena Uru-eu-wau-wau e na defesa do meio ambiente em Rondônia, a Kanindé  se tornou uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, sem fins lucrativos, que se destaca por suas ações de vigilância, fiscalização e diagnóstico etnoambiental participativo em terras indígenas. Em 2012 a Associação completa 20 anos de trabalhos desenvolvidos através de projetos que protegem a Amazônia e defendem os direitos Indígenas.

O Fora do Eixo Rondônia, faz parte de uma rede de Rede de trabalho, colaborativa e distribuida, constituída por mais de 100 pontos presentes nos 26 estados do país, o Fora do Eixo. A rede vem desenvolvendo um trabalho em Rondônia, estimulando a criação de novos coletivos para o fomento e difusão da cadeia criativa cultural, gerando novos produtores e artístas. Além disso, funciona como um laboratório de construção e sistematização de tecnologias sociais, em áreas como a comunicação, financeiro, articulação e linguagens artísticas.

O Movimento Hip-Hop da Floresta é um movimento popular, contracultural, Socioambiental em defesa de uma sociedade Socialista e ecologicamente correta de fortalecimento da Identidade Amazónica. Uma referência para a juventude de Porto Velho e da Amazónia, o movimento fortalece as lutas de classes, direitos humanos, econômico, social e ambiental e contribui para construir auto-estima e empoderar a classe trabalhadora, defendendo e cooperando nas lutas dos povos indígenas e ribeirinhos.

Centro Multimídia Fora do Eixo

O Centro Multimídia Fora do Eixo (CMM) busca a compreensão e expressão de uma comunicação fora dos padrões convencionais, valorizando o trabalho em mídias livres para aprimorar o acesso às informações produzidas nas mais diversas plataformas, reunindo assim agentes de formação empírica ou acadêmica e da cadeia produtiva cultural independente geral, conectando-se em trabalhos colaborativos de abrangência internacional. O Centro Multimídia do Fora do Eixo foi selecionado no Programa Petrobras Cultural, e é patrocinado por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e Governo Federal.

Através dos nortes: Pesquisa,  Produção de Conteúdo e Difusão, promove a formação de opinião por parte dos agentes da cultura independente e mantém o estímulo ao debate em consonância com a prática da produção multilinguagem. O núcleo tem, entre outros, os objetivos específicos principais como gerar, qualificar e multiplicar agentes midialivristas, além do objetivo macro de comunicar ações do Fora do Eixo.

Ao mesmo tempo, ameaças de cerceamento à liberdade de expressão surgem com medidas de controle da internet, como nos projetos SOPA e PIPA, em discussão nos Estados Unidos, e da Lei Azeredo, o “AI-5 Digital” no Brasil. Além disso, são recorrentes as violações de direitos na mídia, bem como a criminalização das rádios comunitárias e o sufocamento da liberdade de expressão via sociedade civil e movimentos sociais. Por isto, o Centro Multimídia reafirma o reconhecimento da comunicação como um direito humano e social e um bem comum, cuja defesa deve ser objeto da luta das mídias livres, em conjunto com as mais variadas redes e movimentos sociais que pautem tais questões.

Isto também nos conduz a um novo modus operandi da produção comunicacional em relação à cultura, em um viés colaborativo, participativo e interativo, que causa forte impacto na estratificação da sociedade contemporânea. E para que se realizem tais articulações, a Mídia FdE atua de forma intrínseca ao Programa Mídia da Cultura, focado na formação da figura do Cidadão Multimídia, sujeito crítico e gerador de mídia(s) independente(s).

Assim, o CMM reconhece a comunicação como uma potência mobilizadora e essencial à organização política, estabelecendo um contraponto à mídia comercial e hegemônica não só no que diz respeito ao que é veiculado, mas sobretudo com relação à apropriação pela sociedade dos meios de acesso, produção, difusão e distribuição de informação e cultura, em uma Democratização 2.0. Para isto, reúne agentes da cadeia de produção cultural independente e os conecta em trabalhos colaborativos de abrangência nacional com um objetivo principal: gerar novos agentes midialivristas através de atividades de formação, registro e veiculação, exibições e transmissões ao vivo e mostras de conteúdo audiovisual.

Desta forma, o Centro Multimídia dissemina a produção de conteúdo cultural em seus mais diversos âmbitos, contribuindo na transformação da ação cultural, pautado nos conceitos de empreendedorismo, protagonismo, autonomia e troca de informações e serviços. E para que tal meta se cumpra, busca uma participação social efetiva na construção, implementação e monitoramento de políticas públicas, fortalecendo espaços de discussão como as conferências de comunicação, fóruns e observatórios das entidades na área.

Isto faz com que a Mídia FdE promova a difusão de uma nova configuração da cultura brasileira, pautada em princípios rizomáticos e solidários, em ações e projetos cooperativos capitaneados pelos Pontos Fora do Eixo, o que promove a formação de opinião por parte dos agentes da cultura independente e mantém o estímulo contínuo ao debate. E a partir de parâmetros apresentados pela programação cultural veiculada nos espaços ocupados, promove a divulgação de ações e projetos estratégicos em campanhas, sites, vídeos, transmissões, blogs, redes sociais, peças gráficas, visando a unidade possível de se desenvolver entre as mídias e integrando as potencialidades de cada linguagem.

Todo material produzido pelo Centro é veículado em plataformas de editoria própria, procurando sempre contemplar o maior número de mídias (vídeo, texto, foto, rádio, redes). Por isso, mediaremos páginas em redes sociais (facebook.com/foradoeixo e twitter.com/foradoeixo), onde a maioria de sua produção será divulgada, além de manter outros dois veículos de banco de conteúdo: o YouTube (youtube.com/webtvforadoeixo) e Flickr (flickr.com/foradoeixo), esses mais focados em fotografia e vídeo. Futuramente esse conteúdo também será veiculado no site oficial do Fora do Eixo.

Neste contexto, o maior público atingido se forma basicamente por pessoas que buscam o Fora do Eixo para absorção, envio e troca de informações. Entretanto, grande parte do público que acessa é constituído, também, por consumidores de cultura independente, tais como frequentadores de festivais e eventos, bandas em busca de informações sobre produções em todo o Brasil, consumidores da nova música independente, pesquisadores culturais, movimentos sociais, entre outros.

 

 

 

Banda In’água – Lançamento do EP “Registro”

Foto: Luana Lopes

Em fevereiro de 2011 na cidade de Porto Velho/RO a Banda In’água surgiu em meio a um projeto que começou como um experimento, mas que depois ganhou uma força muito maior. Thiago Maziero e Luis Paulo explicaram que tudo começou quando o Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S. decidiu alugar uma casa, que se tornou a Casa Fora do Eixo Rondônia, um ponto de rede do circuito Fora do Eixo.  Com o intuito de criar um estúdio onde as bandas parceiras tivessem um local para ensaiar e gravar. Esse estúdio chamado “Le Caos” foi o ponto chave para formação da banda, sendo o local onde os músicos desenvolviam e trocavam idéias para a construção de seus trabalhos. Eles contaram que todos os integrantes se conheceram tocando na noite portovelhense, e que inclusive umas partes deles já tocaram juntos em bares da cidade, tornando assim uma aproximação muito maior entre eles.

A banda tem em sua formação músicos que trazem consigo fortes pensamentos e experiências: Thiago Maziero (violão e voz), com uma visão que surgiu de um reflexo do impacto que sofreu por ficar um período fora da cidade, que se uniu com as idéias de Luis Paulo (baixo e sampler), com seu som eletrônico, adicionando Cleyton Lira (percussão), um pernambucano que rodou o mundo e que é cheio de historias pra contar, com Rinaldo Santos (guitarra, sampler) que tem uma sensibilidade de arranjos musicais.

                      

Luis Paulo

Thiago Maziero

O som dos meninos é uma mistura de músicas percussivas brasileiras com programações e violão. Eles demonstram conhecer muito da cena musical de Porto Velho, e visualizam isso como uma das culturas mais plurais, onde encontram funk, punk, samba, reggae, música cariberana, reagaton e vários estilos que dão forma a música popular beradeira. A grande vontade da banda depois de um ano de experimentos, foi tomar outros caminhos diferentes do que tinham no passado. Chegaram mais próximos de uma identidade, agrupando todos os conceitos que eles têm, com os loops, e beats que o Luis Paulo produz, adotando essa parte eletrônica, e em cima colocando a percussão. A intenção da banda é juntar ritmos percussivos brasileiros e percussões eletrônicas.

Rinaldo Santos

Falando de suas influências Thiago Maziero diz, “não sou um escritor massivo, eu tinha muita coisa guardada ao longo dos anos, e peguei essas letras que abrangem diversos assuntos, mas que hoje já criaram um conceito que contextualiza com as coisas que estão acontecendo em Porto Velho e no mundo. Uma referencia de um choque, que após uma temporada fora da cidade, encontrei Porto Velho em meio a um transito caótico, “capengando na política”, com saúde e educação prejudicadas”.

Sua primeira apresentação foi um convite para participarem do Festival de Musica do SESC e fazer uma gravação da música chamada “Alto Madeira”, que vai sair no CD do festival este ano. Tocaram em alguns festivais em 2012 como o Ferrovia Rock (Porto Velho) em novembro, Fora do Eixo (São Paulo) durante o IV Congresso Fora do Eixo no final de 2012, tocando junto com a banda Beradelia que “juntando as bandas formamos uma parcela de um grande circo beradélico” diz Thiago.

A In’água está lançando o primeiro EP “Registro” no Grito Rock Acre (Maior Festival Integrado da América Latina) dia 17 de fevereiro, com a parceria do Jeferson Gonçalves (Theoria das Cordas), são seis músicas, mais um bônus track que vai pro documentário da ultima exposição solo da artista plástica Rita Queiroz.

As expectativas para o lançamento do EP são as melhore possíveis. Thiago diz “eu amo o Acre, sou rondoniense, mas criei uma conexão e um apego pela cidade e pela galera que conheci ao longo dos anos que fui visitar a cidade.” “Também já toquei e tenho muitas boas lembranças de tocar lá no flutuante, com uma expectativa grande contar com a participação do Rannyere Canuto na bateria, e ansioso pra ver as outras atrações” diz Luis Paulo.

Rannyere Canuto

Acre é uma terra que onde os meninos já tocaram e estão muito ansiosos pra voltar, fortalecendo a conexão de micro rota entre Acre e Rondônia, tornando sua primeira apresentação do ano inesquecível, e ainda com a participação no show da banda Discordantes. A banda vai circular também pelo Grito Rock Porto Velho e Candeias do Jamarí em Rondônia.

As músicas mais recomendadas por eles são “Ela é Pernambucana”, “Globalização”, “Queimamos a solução” que é uma critica as queimadas, tanto urbanas quanto de terrenos e desmatamentos. Rondônia tem um dos mais altos índices de queimadas, muito pelo descaso do povo, que por preguiça coloca fogo no próprio quintal e o desmatamento que continua crescendo ao longo dos anos. E a música “Viu?!” com uma bateria e percussão fantástica, a música relata um sentimento do compositor Thiago Maziero. Ele diz que sentiu interesse depois de muito tempo em colocar sua “musa” em destaque, um anseio que sentiu e que através da musica retratou o que alguns dizem que foi um “soco na cara” pela forma que a musica é desenrolada, com frases como “eu quero mais tomar chave de perna, acabar sempre sem fôlego e afogar-me em teu suor…”, e que foram pra ele uma das melhores que gravaram nesse trabalho.

Para ouvir a banda e download acesse:

http://inagua.tnb.art.br/

Capa do EP “Registro”

capa a4