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Mostra Sesc Rondônia de Música Ano IX – O som do Apito do Trem

Entre os dias 7  e 11 de maio o SESC Rondônia vai apresentar a 9ª Edição da Mostra Rondônia de Música. Em 2012 a Mostra vai homenagear a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré pelo seu centenário. O evento contará com a apresentação de 25 músicos e grupos musicais locais e de outros estados que vão realizar shows, oficinas, palestras e workshops na unidade do SESC Esplanada, em Porto Velho.
Nesta edição, além dos cantores, instrumentistas e bandas de Porto Velho, o SESC vai receber profissionais de São Paulo, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte.
A abertura (7 de maio), a partir das 19h, no Teatro do Sesc no palco 1 ‘Melodia da Fumaça’ com o show “Aldeia dos Sonhos do cantor e compositor Bado” e  no palco 2 ‘Ritmo do Trilho’ o show “Sambedoria com o artista Binho e grupo” respectivamente.
Os artistas locais que irão se apresentar na 9ª Mostra terão suas músicas inéditas gravadas em CD. O compêndio da Mostra será encaminhado para as demais regionais do SESC espalhadas por todo o país.
A Mostra é uma realização do Sistema Fecomércio Rondônia e SESC Rondônia, com apoio cultural da Escola de Musica Jorge Andrade e Fora do Eixo Rondônia.
Mais Informações (69) 3229-5882

 

 

 

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Banda In’água – Lançamento do EP “Registro”

Foto: Luana Lopes

Em fevereiro de 2011 na cidade de Porto Velho/RO a Banda In’água surgiu em meio a um projeto que começou como um experimento, mas que depois ganhou uma força muito maior. Thiago Maziero e Luis Paulo explicaram que tudo começou quando o Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S. decidiu alugar uma casa, que se tornou a Casa Fora do Eixo Rondônia, um ponto de rede do circuito Fora do Eixo.  Com o intuito de criar um estúdio onde as bandas parceiras tivessem um local para ensaiar e gravar. Esse estúdio chamado “Le Caos” foi o ponto chave para formação da banda, sendo o local onde os músicos desenvolviam e trocavam idéias para a construção de seus trabalhos. Eles contaram que todos os integrantes se conheceram tocando na noite portovelhense, e que inclusive umas partes deles já tocaram juntos em bares da cidade, tornando assim uma aproximação muito maior entre eles.

A banda tem em sua formação músicos que trazem consigo fortes pensamentos e experiências: Thiago Maziero (violão e voz), com uma visão que surgiu de um reflexo do impacto que sofreu por ficar um período fora da cidade, que se uniu com as idéias de Luis Paulo (baixo e sampler), com seu som eletrônico, adicionando Cleyton Lira (percussão), um pernambucano que rodou o mundo e que é cheio de historias pra contar, com Rinaldo Santos (guitarra, sampler) que tem uma sensibilidade de arranjos musicais.

                      

Luis Paulo

Thiago Maziero

O som dos meninos é uma mistura de músicas percussivas brasileiras com programações e violão. Eles demonstram conhecer muito da cena musical de Porto Velho, e visualizam isso como uma das culturas mais plurais, onde encontram funk, punk, samba, reggae, música cariberana, reagaton e vários estilos que dão forma a música popular beradeira. A grande vontade da banda depois de um ano de experimentos, foi tomar outros caminhos diferentes do que tinham no passado. Chegaram mais próximos de uma identidade, agrupando todos os conceitos que eles têm, com os loops, e beats que o Luis Paulo produz, adotando essa parte eletrônica, e em cima colocando a percussão. A intenção da banda é juntar ritmos percussivos brasileiros e percussões eletrônicas.

Rinaldo Santos

Falando de suas influências Thiago Maziero diz, “não sou um escritor massivo, eu tinha muita coisa guardada ao longo dos anos, e peguei essas letras que abrangem diversos assuntos, mas que hoje já criaram um conceito que contextualiza com as coisas que estão acontecendo em Porto Velho e no mundo. Uma referencia de um choque, que após uma temporada fora da cidade, encontrei Porto Velho em meio a um transito caótico, “capengando na política”, com saúde e educação prejudicadas”.

Sua primeira apresentação foi um convite para participarem do Festival de Musica do SESC e fazer uma gravação da música chamada “Alto Madeira”, que vai sair no CD do festival este ano. Tocaram em alguns festivais em 2012 como o Ferrovia Rock (Porto Velho) em novembro, Fora do Eixo (São Paulo) durante o IV Congresso Fora do Eixo no final de 2012, tocando junto com a banda Beradelia que “juntando as bandas formamos uma parcela de um grande circo beradélico” diz Thiago.

A In’água está lançando o primeiro EP “Registro” no Grito Rock Acre (Maior Festival Integrado da América Latina) dia 17 de fevereiro, com a parceria do Jeferson Gonçalves (Theoria das Cordas), são seis músicas, mais um bônus track que vai pro documentário da ultima exposição solo da artista plástica Rita Queiroz.

As expectativas para o lançamento do EP são as melhore possíveis. Thiago diz “eu amo o Acre, sou rondoniense, mas criei uma conexão e um apego pela cidade e pela galera que conheci ao longo dos anos que fui visitar a cidade.” “Também já toquei e tenho muitas boas lembranças de tocar lá no flutuante, com uma expectativa grande contar com a participação do Rannyere Canuto na bateria, e ansioso pra ver as outras atrações” diz Luis Paulo.

Rannyere Canuto

Acre é uma terra que onde os meninos já tocaram e estão muito ansiosos pra voltar, fortalecendo a conexão de micro rota entre Acre e Rondônia, tornando sua primeira apresentação do ano inesquecível, e ainda com a participação no show da banda Discordantes. A banda vai circular também pelo Grito Rock Porto Velho e Candeias do Jamarí em Rondônia.

As músicas mais recomendadas por eles são “Ela é Pernambucana”, “Globalização”, “Queimamos a solução” que é uma critica as queimadas, tanto urbanas quanto de terrenos e desmatamentos. Rondônia tem um dos mais altos índices de queimadas, muito pelo descaso do povo, que por preguiça coloca fogo no próprio quintal e o desmatamento que continua crescendo ao longo dos anos. E a música “Viu?!” com uma bateria e percussão fantástica, a música relata um sentimento do compositor Thiago Maziero. Ele diz que sentiu interesse depois de muito tempo em colocar sua “musa” em destaque, um anseio que sentiu e que através da musica retratou o que alguns dizem que foi um “soco na cara” pela forma que a musica é desenrolada, com frases como “eu quero mais tomar chave de perna, acabar sempre sem fôlego e afogar-me em teu suor…”, e que foram pra ele uma das melhores que gravaram nesse trabalho.

Para ouvir a banda e download acesse:

http://inagua.tnb.art.br/

Capa do EP “Registro”

capa a4