Arquivo da categoria: Rondônia

Vivência com a equipe do Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia – NAPRA

Nesta terça (27 de Março) a Casa Fora do Eixo Rondônia irá receber onze gestores do Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia, que é uma organização privada sem fins lucrativos que mobiliza estudantes universitários, profissionais e moradores de comunidades ribeirinhas para propor ações integradas para questões socioambientais da Amazônia brasileira.

A equipe vai passar sete dias na casa acompanhando todas as atividades que são desenvolvidas, aprendendo a utilizar as ferramentas e plataformas da rede Fora do Eixo, fazendo trocas e mostrando para os gestores da casa o trabalho que desenvolvem fazendo uma vivencia coletiva. O que sem dúvida será uma semana com muito conteúdo e um momento de união e parceria.

O NAPRA acredita que qualquer ação visando à conservação da floresta deve ser desenvolvida em estreita parceria com as comunidades tradicionais que a habitam. Essas comunidades são as principais prejudicadas pelo desmatamento, já que vivem integradas com a floresta e dependem dela para sobreviver. Apoiá-las para se tornarem efetivas guardiãs da Amazônia é o grande objetivo da organização.

A organização é composta por profissionais formados e estudantes de diversos cursos de importantes instituições de ensino superior, motivados em trabalhar com as comunidades e fazer a diferença pela conservação da floresta. Os associados passam por um intenso processo de formação que inclui tanto atividades preparatórias para a atuação com as comunidades quanto à vivência e trabalho com essas populações e suas diferentes culturas. A ideia é que essas pessoas – que podem vir a ocupar posições de destaque na sociedade – se tornem multiplicadores dessa causa, incorporando os aprendizados obtidos por meio da atuação no NAPRA em outras esferas de suas vidas pessoais e profissionais.

As comunidades diretamente apoiadas se localizam no norte do estado de Rondônia, zona rural do município de Porto Velho, em uma extensão de aproximadamente 200 quilômetros às margens de um dos mais importantes rios amazônicos – o rio Madeira – e nas proximidades de três Unidades de Conservação Federais. As equipes atuam de forma transdisciplinar e em estreita parceria com os moradores das comunidades. As ações desenvolvidas buscam melhorar as condições de saúde, gerar trabalho e renda de forma sustentável, aprimorar a educação e fortalecer a organização social das comunidades. Anualmente, cerca de 2000 ribeirinhos são diretamente beneficiados pela atuação do NAPRA.

Fonte: http://www.napra.org.br/

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Coluna Fora do Eixo 364 – Novos pontos na rede.

A Coluna Fora do Eixo 364 surgiu da necessidade de conectar e mobilizar agentes e parceiros integrando-os ao circuito Fora do Eixo. A Casa Fora do Eixo Rondônia visitou três de quatro cidades programadas, já que em Ariquemes houve dificuldade de contato. Cacoal (Coletivo Arcus), Ji-Paraná (Coletivo Interior Alternativo) e Vilhena (Coletivo Ekatu) foram a rota para a pré – produção do Festival Grito Rock, com objetivo de fazer uma organização e integração entre os coletivos atuantes na rede.

Os gestores Marcos Nobre Júnior, Neila Azevedo e Rafael Altomar registraram a viagem com vídeos, fotos e relatos dos encontros, postados nas redes sociais e blog. O intuito foi mostrar como foi o andamento de todo o processo de desenvolvimento e aproveitamento dos envolvidos. Fazendo novas parcerias e encontrando com todos juntos nessas reuniões as soluções para respectivos problemas em trocas de conhecimentos, experiências e vivência. Com o desígnio de desenvolver e difundir a rede Circuito Fora do Eixo dentro do Estado de Rondônia.

A rota foi feita do dia 07 ao dia 12 de fevereiro, contabilizando 105h no total, divididas em 44h em Ji-Paraná, 46h em Cacoal e 15h em Vilhena. São mais de 1.400 km percorridos totalizando 20h na estrada. Foram realizadas sete reuniões nesse período, cinco de mobilização e integração entre os coletivos e duas de apoio e parceria com as fundações culturais. Além disso foram feitas 2 visitas para firmar parcerias e contatos. Com uma quantidade de mais de 106 pessoas envolvidas direta e indiretamente.

Todos os locais que os gestores passaram, tiveram hospedagem solidária e alimentação. Sendo muito bem recebidos nas casas de Raphael Amorim (Interior Alternativo), Fernando Húngaro (Arcus) e Nettu Regert (Ekatu), que abriram suas portas de uma forma que abrigaram não só três gestores, como também uma experiência muito gratificante com base na economia solidária, onde todos trocaram suas experiências, manias, e estimularam uns aos outros.

A coluna conseguiu definir várias questões sobre o Grito Rock e ajudou a estruturar a organização dos coletivos para essa produção que servirá como base dos “novos quadros” e  ainda firmar apoios para o festival. Sem deixar dúvidas de que foi muito proveitosa e todos adquiriram uma experiência que é só começo de um vínculo de muitas outras vivências, imersões e reuniões que estão conectando cada vez mais pessoas. Abrindo possibilidades para novas ideias, para novos caminhos, e estruturação de novos pontos na rede.

Banda In’água – Lançamento do EP “Registro”

Foto: Luana Lopes

Em fevereiro de 2011 na cidade de Porto Velho/RO a Banda In’água surgiu em meio a um projeto que começou como um experimento, mas que depois ganhou uma força muito maior. Thiago Maziero e Luis Paulo explicaram que tudo começou quando o Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S. decidiu alugar uma casa, que se tornou a Casa Fora do Eixo Rondônia, um ponto de rede do circuito Fora do Eixo.  Com o intuito de criar um estúdio onde as bandas parceiras tivessem um local para ensaiar e gravar. Esse estúdio chamado “Le Caos” foi o ponto chave para formação da banda, sendo o local onde os músicos desenvolviam e trocavam idéias para a construção de seus trabalhos. Eles contaram que todos os integrantes se conheceram tocando na noite portovelhense, e que inclusive umas partes deles já tocaram juntos em bares da cidade, tornando assim uma aproximação muito maior entre eles.

A banda tem em sua formação músicos que trazem consigo fortes pensamentos e experiências: Thiago Maziero (violão e voz), com uma visão que surgiu de um reflexo do impacto que sofreu por ficar um período fora da cidade, que se uniu com as idéias de Luis Paulo (baixo e sampler), com seu som eletrônico, adicionando Cleyton Lira (percussão), um pernambucano que rodou o mundo e que é cheio de historias pra contar, com Rinaldo Santos (guitarra, sampler) que tem uma sensibilidade de arranjos musicais.

                      

Luis Paulo

Thiago Maziero

O som dos meninos é uma mistura de músicas percussivas brasileiras com programações e violão. Eles demonstram conhecer muito da cena musical de Porto Velho, e visualizam isso como uma das culturas mais plurais, onde encontram funk, punk, samba, reggae, música cariberana, reagaton e vários estilos que dão forma a música popular beradeira. A grande vontade da banda depois de um ano de experimentos, foi tomar outros caminhos diferentes do que tinham no passado. Chegaram mais próximos de uma identidade, agrupando todos os conceitos que eles têm, com os loops, e beats que o Luis Paulo produz, adotando essa parte eletrônica, e em cima colocando a percussão. A intenção da banda é juntar ritmos percussivos brasileiros e percussões eletrônicas.

Rinaldo Santos

Falando de suas influências Thiago Maziero diz, “não sou um escritor massivo, eu tinha muita coisa guardada ao longo dos anos, e peguei essas letras que abrangem diversos assuntos, mas que hoje já criaram um conceito que contextualiza com as coisas que estão acontecendo em Porto Velho e no mundo. Uma referencia de um choque, que após uma temporada fora da cidade, encontrei Porto Velho em meio a um transito caótico, “capengando na política”, com saúde e educação prejudicadas”.

Sua primeira apresentação foi um convite para participarem do Festival de Musica do SESC e fazer uma gravação da música chamada “Alto Madeira”, que vai sair no CD do festival este ano. Tocaram em alguns festivais em 2012 como o Ferrovia Rock (Porto Velho) em novembro, Fora do Eixo (São Paulo) durante o IV Congresso Fora do Eixo no final de 2012, tocando junto com a banda Beradelia que “juntando as bandas formamos uma parcela de um grande circo beradélico” diz Thiago.

A In’água está lançando o primeiro EP “Registro” no Grito Rock Acre (Maior Festival Integrado da América Latina) dia 17 de fevereiro, com a parceria do Jeferson Gonçalves (Theoria das Cordas), são seis músicas, mais um bônus track que vai pro documentário da ultima exposição solo da artista plástica Rita Queiroz.

As expectativas para o lançamento do EP são as melhore possíveis. Thiago diz “eu amo o Acre, sou rondoniense, mas criei uma conexão e um apego pela cidade e pela galera que conheci ao longo dos anos que fui visitar a cidade.” “Também já toquei e tenho muitas boas lembranças de tocar lá no flutuante, com uma expectativa grande contar com a participação do Rannyere Canuto na bateria, e ansioso pra ver as outras atrações” diz Luis Paulo.

Rannyere Canuto

Acre é uma terra que onde os meninos já tocaram e estão muito ansiosos pra voltar, fortalecendo a conexão de micro rota entre Acre e Rondônia, tornando sua primeira apresentação do ano inesquecível, e ainda com a participação no show da banda Discordantes. A banda vai circular também pelo Grito Rock Porto Velho e Candeias do Jamarí em Rondônia.

As músicas mais recomendadas por eles são “Ela é Pernambucana”, “Globalização”, “Queimamos a solução” que é uma critica as queimadas, tanto urbanas quanto de terrenos e desmatamentos. Rondônia tem um dos mais altos índices de queimadas, muito pelo descaso do povo, que por preguiça coloca fogo no próprio quintal e o desmatamento que continua crescendo ao longo dos anos. E a música “Viu?!” com uma bateria e percussão fantástica, a música relata um sentimento do compositor Thiago Maziero. Ele diz que sentiu interesse depois de muito tempo em colocar sua “musa” em destaque, um anseio que sentiu e que através da musica retratou o que alguns dizem que foi um “soco na cara” pela forma que a musica é desenrolada, com frases como “eu quero mais tomar chave de perna, acabar sempre sem fôlego e afogar-me em teu suor…”, e que foram pra ele uma das melhores que gravaram nesse trabalho.

Para ouvir a banda e download acesse:

http://inagua.tnb.art.br/

Capa do EP “Registro”

capa a4

Coluna Fora do Eixo 364 Cacoal – Reuniões

Segundo dia em Cacoal, os agentes Fora do Eixo começaram o dia em uma reunião com a Maria Lindomar Presidente da Fundação Cultural de Cacoal – Funccal. Recebidos com um sorriso, a Lindomar buscou entender o que é o Coletivo Arcus. Sendo um ponto de rede de cultura livre o Circuito Fora do Eixo tem uma dimensão muito grande, e o Grito Rock tem possibilidades para mostrar o trabalho realizado por diversas frentes.

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Música, teatro, dança, literatura, artes, cinema e esportes radicais é o que vai ser encontrado no primeiro Grito Rock Cacoal, é muito bonito de imaginar isso acontecendo, a coluna conseguiu agregar esses artistas, articuladores e produtores. Nessa reunião foram discutidos o espaço e estrutura para dar suporte em todas as áreas. Muito proveitosa, e ainda na espera de respostas foi acertado esse apoio e parceria, e muito trabalho pela frente.

Tentando encontrar a casa onde estão hospedados, os Fora do Eixo encontraram a rádio comunitária Samaúma, pararam para conhecer, trocar ideias e contatos. Rafael Altomar já aproveitou para deixar o som da Beradelia, os cacoalenses vão poder ouvir em casa o som, muito proveitoso.

Rádio Comunitária Samaúma

A viagem de Ji-Paraná para Cacoal integrou Raphael Amorim (Interior Alternativo), que participou e está ajudando nessa construção, contribuindo com sua experiência de mais de cinco anos atuando na cultura, mesmo quando a cena local não mostrou abertura, foi uma luta que merece enorme reconhecimento e que vai continuar agora em novo processo. O coletivo Arcus que está a pouco tempo na rede, e que começou com o intuito de promover o Grito Rock, mas que agora aumentou sua dimensão, sua visão e sua energia, está com garra pra agarrar essa função de fomentar a cultura. Também colaram no Raphael e na Samira, que estão de malas prontas pra morar na cidade, mas com a função de deixar o Grito Rock Ji-Paraná pronto para mais uma edição, e a nova equipe engatilhada na rede.

Conhecendo Cacoal

Conhecendo Cacoal

Após conhecer os espaços da cidade, mapear o local onde  vai acontecer o festival, todos sentaram para mais uma reunião. Para afinar a divisão de trabalhos e construir um planejamento de como irão atuar. Preenchimento de planilhas, aprendendo a utilizar as ferramentas que fazem uma sistematização, facilitando o trabalho em rede. Tudo tem sido um trabalho de iniciação, mas que começa com tanto gás que está avançando em uma velocidade muito alta.

Nessa decolagem sem destino, e uma tarde de trabalho, os gestores foram conhecer a noite cacoalense, um momento descontraído, que inclusive gerou ideias entre as conversas infinitas. Clareando as ideias e mostrando novas possibilidades para cidade, para os coletivos e o circuito Fora do Eixo. A coluna 364 continua em Vilhena, todos os gestores irão se encontrar essa manhã para mais uma conversa, encaminhando as demandas pra galera, fortalecendo o discurso para deixar tudo certo e mais uma rota vem pela frente.

 

Texto: Neila Azevedo

Coluna Fora do Eixo 364 – Ji-Paraná

A Casa FdE Rondônia, através da #ColunaFdE364 chega a Ji-Paraná, primeira cidade a receber a visita do Fora do Eixo. A equipe está sendo recebida na hospedagem solidária, casa do Raphael Amorim  e Samira Lima (Coletivo Interior Alternativo), facilitando a troca de conhecimento, e já encaminhando uma reunião para debater a cena local, e o andamento dos trabalhos desenvolvidos pelos coletivo.

Foto: Neila Azevedo

A primeira reunião geral da coluna 364, que aconteceu na escadaria da Biblioteca Municipal,  recebendo mais de 40 convidados, dispostos a debater sobre novas possibilidades para cultura e movimentos sociais. Cada participante fez uma apresentação dos seus trabalhos e experiências,  compartilhando com todos, as dificuldades que Ji-paraná enfrenta, e possíveis encaminhamentos para solucionar algumas barreiras.

Foto: Meryelle

A Cafe-RO apresentou a rede Fora do Eixo, facilitando o entendimento sobre os pontos de rede espalhados pelo brasil e América  Central e as frentes de trabalho que os coletivos desenvolvem.

A reunião teve o intuito de integrar novos quadros a rede, fortalecendo os pontos dentro do estado de Rondônia, agregando cada vez mais colaboradores e parceiros.

Foto: Meryelle

Todos os participantes se mostraram bastantes atenciosos e dispostos, debatendo e tirando dúvidas, mostrando um pouco da realidade local, dificuldades enfrentadas,  felizes e curiosos em conhecer essa rede que integra cada vez mais pessoa.

Desse primeiro encontro, sugiram duas deliberações. Uma reunião com a prefeitura local para discutir o espaço “Gerivaldão” e uma próxima reunião já foi marcada para dar continuidade ao processo que está sendo construído.