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Coluna Fora do Eixo 364 – Novos pontos na rede.

A Coluna Fora do Eixo 364 surgiu da necessidade de conectar e mobilizar agentes e parceiros integrando-os ao circuito Fora do Eixo. A Casa Fora do Eixo Rondônia visitou três de quatro cidades programadas, já que em Ariquemes houve dificuldade de contato. Cacoal (Coletivo Arcus), Ji-Paraná (Coletivo Interior Alternativo) e Vilhena (Coletivo Ekatu) foram a rota para a pré – produção do Festival Grito Rock, com objetivo de fazer uma organização e integração entre os coletivos atuantes na rede.

Os gestores Marcos Nobre Júnior, Neila Azevedo e Rafael Altomar registraram a viagem com vídeos, fotos e relatos dos encontros, postados nas redes sociais e blog. O intuito foi mostrar como foi o andamento de todo o processo de desenvolvimento e aproveitamento dos envolvidos. Fazendo novas parcerias e encontrando com todos juntos nessas reuniões as soluções para respectivos problemas em trocas de conhecimentos, experiências e vivência. Com o desígnio de desenvolver e difundir a rede Circuito Fora do Eixo dentro do Estado de Rondônia.

A rota foi feita do dia 07 ao dia 12 de fevereiro, contabilizando 105h no total, divididas em 44h em Ji-Paraná, 46h em Cacoal e 15h em Vilhena. São mais de 1.400 km percorridos totalizando 20h na estrada. Foram realizadas sete reuniões nesse período, cinco de mobilização e integração entre os coletivos e duas de apoio e parceria com as fundações culturais. Além disso foram feitas 2 visitas para firmar parcerias e contatos. Com uma quantidade de mais de 106 pessoas envolvidas direta e indiretamente.

Todos os locais que os gestores passaram, tiveram hospedagem solidária e alimentação. Sendo muito bem recebidos nas casas de Raphael Amorim (Interior Alternativo), Fernando Húngaro (Arcus) e Nettu Regert (Ekatu), que abriram suas portas de uma forma que abrigaram não só três gestores, como também uma experiência muito gratificante com base na economia solidária, onde todos trocaram suas experiências, manias, e estimularam uns aos outros.

A coluna conseguiu definir várias questões sobre o Grito Rock e ajudou a estruturar a organização dos coletivos para essa produção que servirá como base dos “novos quadros” e  ainda firmar apoios para o festival. Sem deixar dúvidas de que foi muito proveitosa e todos adquiriram uma experiência que é só começo de um vínculo de muitas outras vivências, imersões e reuniões que estão conectando cada vez mais pessoas. Abrindo possibilidades para novas ideias, para novos caminhos, e estruturação de novos pontos na rede.

Banda In’água – Lançamento do EP “Registro”

Foto: Luana Lopes

Em fevereiro de 2011 na cidade de Porto Velho/RO a Banda In’água surgiu em meio a um projeto que começou como um experimento, mas que depois ganhou uma força muito maior. Thiago Maziero e Luis Paulo explicaram que tudo começou quando o Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S. decidiu alugar uma casa, que se tornou a Casa Fora do Eixo Rondônia, um ponto de rede do circuito Fora do Eixo.  Com o intuito de criar um estúdio onde as bandas parceiras tivessem um local para ensaiar e gravar. Esse estúdio chamado “Le Caos” foi o ponto chave para formação da banda, sendo o local onde os músicos desenvolviam e trocavam idéias para a construção de seus trabalhos. Eles contaram que todos os integrantes se conheceram tocando na noite portovelhense, e que inclusive umas partes deles já tocaram juntos em bares da cidade, tornando assim uma aproximação muito maior entre eles.

A banda tem em sua formação músicos que trazem consigo fortes pensamentos e experiências: Thiago Maziero (violão e voz), com uma visão que surgiu de um reflexo do impacto que sofreu por ficar um período fora da cidade, que se uniu com as idéias de Luis Paulo (baixo e sampler), com seu som eletrônico, adicionando Cleyton Lira (percussão), um pernambucano que rodou o mundo e que é cheio de historias pra contar, com Rinaldo Santos (guitarra, sampler) que tem uma sensibilidade de arranjos musicais.

                      

Luis Paulo

Thiago Maziero

O som dos meninos é uma mistura de músicas percussivas brasileiras com programações e violão. Eles demonstram conhecer muito da cena musical de Porto Velho, e visualizam isso como uma das culturas mais plurais, onde encontram funk, punk, samba, reggae, música cariberana, reagaton e vários estilos que dão forma a música popular beradeira. A grande vontade da banda depois de um ano de experimentos, foi tomar outros caminhos diferentes do que tinham no passado. Chegaram mais próximos de uma identidade, agrupando todos os conceitos que eles têm, com os loops, e beats que o Luis Paulo produz, adotando essa parte eletrônica, e em cima colocando a percussão. A intenção da banda é juntar ritmos percussivos brasileiros e percussões eletrônicas.

Rinaldo Santos

Falando de suas influências Thiago Maziero diz, “não sou um escritor massivo, eu tinha muita coisa guardada ao longo dos anos, e peguei essas letras que abrangem diversos assuntos, mas que hoje já criaram um conceito que contextualiza com as coisas que estão acontecendo em Porto Velho e no mundo. Uma referencia de um choque, que após uma temporada fora da cidade, encontrei Porto Velho em meio a um transito caótico, “capengando na política”, com saúde e educação prejudicadas”.

Sua primeira apresentação foi um convite para participarem do Festival de Musica do SESC e fazer uma gravação da música chamada “Alto Madeira”, que vai sair no CD do festival este ano. Tocaram em alguns festivais em 2012 como o Ferrovia Rock (Porto Velho) em novembro, Fora do Eixo (São Paulo) durante o IV Congresso Fora do Eixo no final de 2012, tocando junto com a banda Beradelia que “juntando as bandas formamos uma parcela de um grande circo beradélico” diz Thiago.

A In’água está lançando o primeiro EP “Registro” no Grito Rock Acre (Maior Festival Integrado da América Latina) dia 17 de fevereiro, com a parceria do Jeferson Gonçalves (Theoria das Cordas), são seis músicas, mais um bônus track que vai pro documentário da ultima exposição solo da artista plástica Rita Queiroz.

As expectativas para o lançamento do EP são as melhore possíveis. Thiago diz “eu amo o Acre, sou rondoniense, mas criei uma conexão e um apego pela cidade e pela galera que conheci ao longo dos anos que fui visitar a cidade.” “Também já toquei e tenho muitas boas lembranças de tocar lá no flutuante, com uma expectativa grande contar com a participação do Rannyere Canuto na bateria, e ansioso pra ver as outras atrações” diz Luis Paulo.

Rannyere Canuto

Acre é uma terra que onde os meninos já tocaram e estão muito ansiosos pra voltar, fortalecendo a conexão de micro rota entre Acre e Rondônia, tornando sua primeira apresentação do ano inesquecível, e ainda com a participação no show da banda Discordantes. A banda vai circular também pelo Grito Rock Porto Velho e Candeias do Jamarí em Rondônia.

As músicas mais recomendadas por eles são “Ela é Pernambucana”, “Globalização”, “Queimamos a solução” que é uma critica as queimadas, tanto urbanas quanto de terrenos e desmatamentos. Rondônia tem um dos mais altos índices de queimadas, muito pelo descaso do povo, que por preguiça coloca fogo no próprio quintal e o desmatamento que continua crescendo ao longo dos anos. E a música “Viu?!” com uma bateria e percussão fantástica, a música relata um sentimento do compositor Thiago Maziero. Ele diz que sentiu interesse depois de muito tempo em colocar sua “musa” em destaque, um anseio que sentiu e que através da musica retratou o que alguns dizem que foi um “soco na cara” pela forma que a musica é desenrolada, com frases como “eu quero mais tomar chave de perna, acabar sempre sem fôlego e afogar-me em teu suor…”, e que foram pra ele uma das melhores que gravaram nesse trabalho.

Para ouvir a banda e download acesse:

http://inagua.tnb.art.br/

Capa do EP “Registro”

capa a4

Coluna Fora do Eixo 364 – Vilhena

"Reunião Coletivo Ekatu" Foto: Neila Azevedo

Chegando em Vilhena por volta das quatro horas da tarde, Nettu Regert recebeu os gestores da coluna em sua casa, que após um descanso saíram para a reunião com o Coletivo Ekatu, seus colaboradores e parceiros. Com pessoas dispostas a conhecer e clarear mais o conceito sobre o Circuito Fora do Eixo, trocando experiências, conversando sobre a realidade da cultura e movimento social na cidade.

O encontro começou com uma reunião do Clube de Fotografia do coletivo, um movimento que começou agora integrando todos os fotógrafos e agregando as pessoas que querem aprender, discutir e divulgar seus trabalhos, de uma forma que exista o crescimento de todo o grupo. Esses encontros periódicos do Clube, são uma maneira de desenvolver essa e outras cadeias produtivas locais, estimulando cada vez mais pessoas a produzirem.

Após a reunião de fotografia outros convidados de diversas áreas como audiovisual, designer, comunicação, movimento social, meio ambiente e interessados por cultura fizeram uma troca de experiências e apresentação de seus trabalhos, como uma forma de integrar aqueles que ainda não se conheciam e criar uma dimensão de possibilidades.

Foto: Neila Azevedo

Em uma conversa madura e rica de conhecimentos, a reunião teve continuidade com uma apresentação do circuito Fora do Eixo,  os gestores não só explicaram como também fizeram um breve relato de seus trabalhos dentro da rede, demonstrando que o trabalho em coletivo rende muito mais, seja de forma econômica, seja de realização profissional, como também de forma de vida. “Vivendo para trabalhar e trabalhando para viver”, é a frase que define o que os gestores tentaram passar. A coluna teve o propósito de reunir e integrar novos agentes na rede, e visualizar esse trabalho no próximo grande evento que é o Grito Rock 2012.

Desenvolver as campanhas do festival, divisão de frentes de trabalho e sistematização de ferramentas são os primeiros passos para essa produção e realização. A mobilização para isso, foi repleta de muitas trocas entre todos, um momento de construção, de mudança e aprimoramento.

Foto: Neila Azevedo

O encontro acabou após a exibição de um vídeo do Festival Fora do Eixo, mostrando um pouco da dimensão desse trabalho. Com relatos de produtores e artistas de como foi o crescimento da rede e como se potencializou, fazendo com que isso se difundisse chegando até aquele momento na reunião, muito proveitoso e estimulante pra todos.

Texto:  Neila Azevedo

Grito Rock 2012 – recebe inscrição de produtores até a próxima quinta (12)

O maior festival integrado da América Latina chega à sexta edição e deveintegrar 200 cidades

Previsto para ocorrer entre os dias 17 de fevereiroe 17 de março em 2012, o Festival Grito Rock recebe cadastro de cidadesinteressadas em promover o projeto até o dia 12 de janeiro. Para participar énecessário que o produtor desenvolva trabalhos exclusivamente no setor dacultura independente, leia o regulamento e se inscreva através de um formulário online, disponível no sitedo Grito Rock(gritorock.com.br). Cerca de 120 municípios já efetuaram inscrição.
Quem for realizar o projeto pela primeira vezprecisa enviar uma clipagem com matérias publicadas em veículos de comunicação,que comprove a atuação no ramo, para o email: gritorock@foradoeixo.org.br.
Mais Grito Rock
O Festival foi idealizado pelo coletivo Espaço Cubono ano de 2003, em Cuiabá (MT), como uma alternativa ao carnaval tradicional.Entretanto, a partir da atuação do Circuito Fora do Eixo – uma rede nacional decoletivos de produção cultural criada em 2005 – o projeto se ampliou geográficae conceitualmente, envolvendo produtores de todo o país. No ano passado, o GritoRock aconteceu em mais de 130 cidades, movimentando 2 mil bandas eaproximadamente 200 mil expectadores. Além do Brasil, países como Argentina,Uruguai, Bolívia, Chile, Panamá e Honduras realizaram o Festival.


Beradelia – Grito do Rock 2011


Coletivo C.A.O.S – Cultura e Arte Organizando o Social

Ponto Fora do Eixo Rondônia