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Coluna Fora do Eixo 364 Cacoal – Reuniões

Segundo dia em Cacoal, os agentes Fora do Eixo começaram o dia em uma reunião com a Maria Lindomar Presidente da Fundação Cultural de Cacoal – Funccal. Recebidos com um sorriso, a Lindomar buscou entender o que é o Coletivo Arcus. Sendo um ponto de rede de cultura livre o Circuito Fora do Eixo tem uma dimensão muito grande, e o Grito Rock tem possibilidades para mostrar o trabalho realizado por diversas frentes.

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Reunião Funccal

Música, teatro, dança, literatura, artes, cinema e esportes radicais é o que vai ser encontrado no primeiro Grito Rock Cacoal, é muito bonito de imaginar isso acontecendo, a coluna conseguiu agregar esses artistas, articuladores e produtores. Nessa reunião foram discutidos o espaço e estrutura para dar suporte em todas as áreas. Muito proveitosa, e ainda na espera de respostas foi acertado esse apoio e parceria, e muito trabalho pela frente.

Tentando encontrar a casa onde estão hospedados, os Fora do Eixo encontraram a rádio comunitária Samaúma, pararam para conhecer, trocar ideias e contatos. Rafael Altomar já aproveitou para deixar o som da Beradelia, os cacoalenses vão poder ouvir em casa o som, muito proveitoso.

Rádio Comunitária Samaúma

A viagem de Ji-Paraná para Cacoal integrou Raphael Amorim (Interior Alternativo), que participou e está ajudando nessa construção, contribuindo com sua experiência de mais de cinco anos atuando na cultura, mesmo quando a cena local não mostrou abertura, foi uma luta que merece enorme reconhecimento e que vai continuar agora em novo processo. O coletivo Arcus que está a pouco tempo na rede, e que começou com o intuito de promover o Grito Rock, mas que agora aumentou sua dimensão, sua visão e sua energia, está com garra pra agarrar essa função de fomentar a cultura. Também colaram no Raphael e na Samira, que estão de malas prontas pra morar na cidade, mas com a função de deixar o Grito Rock Ji-Paraná pronto para mais uma edição, e a nova equipe engatilhada na rede.

Conhecendo Cacoal

Conhecendo Cacoal

Após conhecer os espaços da cidade, mapear o local onde  vai acontecer o festival, todos sentaram para mais uma reunião. Para afinar a divisão de trabalhos e construir um planejamento de como irão atuar. Preenchimento de planilhas, aprendendo a utilizar as ferramentas que fazem uma sistematização, facilitando o trabalho em rede. Tudo tem sido um trabalho de iniciação, mas que começa com tanto gás que está avançando em uma velocidade muito alta.

Nessa decolagem sem destino, e uma tarde de trabalho, os gestores foram conhecer a noite cacoalense, um momento descontraído, que inclusive gerou ideias entre as conversas infinitas. Clareando as ideias e mostrando novas possibilidades para cidade, para os coletivos e o circuito Fora do Eixo. A coluna 364 continua em Vilhena, todos os gestores irão se encontrar essa manhã para mais uma conversa, encaminhando as demandas pra galera, fortalecendo o discurso para deixar tudo certo e mais uma rota vem pela frente.

 

Texto: Neila Azevedo

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Coluna Fora do Eixo 364 – Cacoal

Foto: Neila Azevedo

A coluna 364 chegou a Cacoal, com um super estímulo e energia após sua parada em Ji-paraná, que conseguiu reunir uma galera que está com muita vontade de trabalhar. Foi com esse astral que  foram recebidos por Bruna Videl (coletivo Arcus), encaminhando-os para o local das reuniões e hospedagem solidária na casa do Fernando Húngaro, que abrigou  tanto os gestores, como também a simbologia desse momento importante, de trocas e vivência.

Foto: Neila Azevedo

A primeira conversa começou com uma explicação sobre a coluna 364 e uma atualização do andamento da pré-produção Grito Rock, encaminhando as pautas para reunião geral com toda a galera envolvida e com aqueles que estão começando a se envolver nesse processo.

Com a chegada dos convidados os gestores apresentaram a rede Fora do Eixo, em uma conversa junto com exibição de vídeos que clarearam as ideias dos participantes. Todos trocaram experiências, debatendo os diversos temas que envolvem as frentes de trabalho da rede. O que facilitou o entendimento do conceito do circuito  e uma visualização de varias formas de trabalhar.

Foto: Neila Azevedo

Experiência, motivação e estímulo, foram o “ponto chave” dessa conversa, que firmou parceiros e novos agentes. Todos se apresentaram falando um pouco da visão que tem, de que forma podem contribuir, como conseguir  mais parceiros e colaboradores. Mostrando interesse de entender sobre projetos, vivência, universidade livre, e vários outros.

Foto: Neila Azevedo

Foto: Raphael Amorim

A reunião terminou em momento descontraído, aproximando todos para manter uma ligação e conexão. Formando uma agenda para o segundo dia, com uma reunião com Maria Lindomar presidente da Funccal, uma visita ao local do festival Grito Rock, visita aos possíveis parceiros e finalizando com a reunião geral com apresentação das ferramentas de sistematização que irão facilitar as demandas, definição de funções e demandas da comunicação.

Texto: Neila Azevedo


Festival Grito do Rock 2012 em Rondônia abre inscrições para Artistas e Bandas

O maior Festival Integrado das Américas chega à décima edição, alcança a Europa e propõe alternativas colaborativas e sustentáveis de produção e circulação de artistas, agentes e tecnologias.

Idealizado em 2002, em Cuiabá, pelo Espaço Cubo – um dos coletivos que deu origem ao Fora do Eixo – FDE, o Festival Grito Rock é uma alternativa ao Carnaval e uma plataforma independente de circulação. Este ano, o projeto ocorre de 17 de fevereiro a 17 de março e reúne produtores de 200 cidades e 15 países, o que representa um aumento de 55% em relação a 2011, quando 130 cidades e 10 países sediaram o festival.

Em Rondônia o Festival será realizado em 4 cidades durante o mês de março, nos dias 02 e 04 em Vilhena, 09 e 10 em Cacoal, 10 e 11 em Ji-Paraná e 16 e 17 em Porto Velho. Através dessa agenda será possível a integração e micro-rotas, facilitando a circulação de agentes, produtores, artistas e bandas, fomentando as trocas de tecnologias sociais, intercâmbio e incentivando a produção e a formação profissional, em projetos voltados ao setor cultural. Em Porto Velho essa é a sexta edição e terceira realizada pelo Coletivo Cultura e Arte Organizando o Social – C.A.O.S., ponto de rede do Circuito Fora do Eixo, uma rede de coletivos que atua como multiplicador da cultura, e não apenas no fomento, mas também no estímulo à formação de seus agentes culturais. Em Vilhena já foram 3 edições e a quarta edição esta sendo realizada pelo coletivo Ekatu um grupo de produção, difusão e articulação de Cultura. Já na cidade de Cacoal, através do Arte e Cultura Social – ARCUS novo na rede, criado para esta edição, mas com a promessa de não parar nesta e nesse único evento, junto com a Associação dos Atores do N.A.D. A promovem a primeira edição na cidade. Em Ji-Paraná o Interior Alternativo, que também está ligado à rede, e a manifestações independentes, está realizando sua segunda edição. Artistas e Bandas já podem fazer sua inscrição para as oportunidades no Toque no Brasil (http://tnb.art.br) visualizando a circulação dentro do Estado de Rondônia.

As edições de cada cidade são produzidas de forma interdependentes, e tudo, principalmente a logística entre elas, é construído colaborativamente com o propósito de tornar sustentável a circulação de artistas, agentes, produtores, produtos e tecnologias.

Em 2011, pela primeira vez, o Grito Rock foi executado nos 26 estados brasileiros e em outros 8 países (com cidades da América do Sul e Central). Para 2012 já são 15 países, incluindo o continente europeu e o México.

Grito Rock Internacional

Reflexo da conexão com diversos países latinos, este ano o Grito Rock se soma a 15 países e se estabelece em 14 cidades estrangeiras. Vários representantes da América do Sul e Central participam da décima edição: Honduras, Costa Rica, Guatemala, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Honduras e Nicarágua.

O Festival ocorre também na Cidade do México, Los Angeles e em Braga (Portugal), realizado por brasileiros em parceria com agentes locais. “Recebi um convite e achei ótima a ideia de fomentar um evento brasileiro junto com mexicanos que já trabalham com o cenário independente, é uma grande chance de conectar os dois países através da música” – comenta a brasileira Marina Paschoalli, que está na produção do Grito Rock na capital mexicana.

Balanço

Até o momento foram registradas 203 inscrições, sendo que 61 cidades estão realizando o Grito Rock pela primeira vez. Entre os produtores, 38 estão na Região Sul, 36 da Região Nordeste, 81 no Sudeste, 13 no Centro Oeste e 19 na Região Norte. Desses produtores, 32,5% são de Pontos ligados à rede Fora do Eixo, 25,% são pontos parceiros, enquanto 14,7% ainda não desenvolveram relação com o FdE, mostrando que o projeto transcende o Circuito e atrai produtores de maneira diversos para a realização do Festival.

Mais informações

http://tnb.art.br/

http://gritorock.com.br/

http://coletivoekatu.wordpress.com/

http://coletivoarcus.wordpress.com/

http://interioralternativo.blogspot.com/